sábado, 9 de setembro de 2017

À sombra da verdade, um lampejo de luz

Demonstra-se, como é corriqueiro, o quanto coisas efêmeras, contatos virtuais, distantes e desconhecidos, são, com boa dose de ironia e arrogância, por que não, um gesto infantilizado até, de maior apreço, do que uma jornada de companheirismo real, singular... de respeito, partilha, empatia, admiração, afeto e amor... e um tanto de outras coisas, inclusive defeitos que proporcionam oportunidades, para quem sente o que diz sentir, dar o fino ajuste e manter a afinidade.

Sem julgamento de valor, é o que está dado.

E assim é a verdade em suas nuances, mesmo quando não se percebe que a escuridão se sobrepõe ao encanto do que se diz ser luz.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Lição de casa

Após uma longa ausência na universidade, foi ao encontro de seu professor para conversar sobre sua iminente reprovação.

Notando a sua completa exaustão ao expor detalhes que raramente menciona publicamente relacionados a esse período e o que veio a seguir, o interrompeu e disse categoricamente:

"Jamais argumente com alguém que acredita nas próprias mentiras".

Saio daquela aula reprovado. Porém com uma última lição de casa.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Da arrogância

Aguardava o óbvio. Primeiro uma avalanche de emoções exaltadas de homenagens. Depois uma avalanche de emoções exaltadas de críticas.

Até aqui, tudo dentro do esperado.

Uma demonstração da dificuldade de atualmente ver ponderação, está (sempre esteve?) tudo polarizado. E pior, reduzem as questões entre o ponto A e B, deixando de considerar as diversas variáveis que convergem para o tema. Em resumo, desumanizam para endeusar ou diabolizar o personagem da hora.

E não para por ai.

Logo virá o isentão com a arrogância que lhe é bem particular, dizer que embora o trabalho profissional tenha sido de uma genialidade alcançada por poucos, sua vida pessoal não acompanhou tal grandeza. O óbvio em meio de avalanches de emoções exaltadas de toma lá da cá.

Em ultima análise, qualquer um dos casos cumprem a função de dar destaque ao ego ou coisa que o valha. No entanto, o isentão diz o que diz em busca do aplauso, vive disso. E por tal motivo, a sua arrogância é a pior dentre as demais observadas aqui.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sobre sentimentos

O desconforto, a humilhação, a ferida e a magoa vieram a mim. Mas, a cada instante, fica evidente (não importa o desfecho) que o próximo passo é a superação.

Postura/pensamento e atitude positiva atraem coisas boas. Gentileza gera gentileza. Dentre outras menções com a mesma essência, encerro com essa que é a mais completa: Amor e luta, sempre!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Da inutilidade

Existem coisas tão inúteis. Alguém um dia as fez, e por quê? O que raios estavam pensando no momento: eureka! Nada mais desnecessário do que dedicar talento, tempo e energia em coisas que nada promovem, além de perplexidade por tamanha inutilidade.
Sério, não vale nem a reflexão acerca da motivação, contexto e outros aspectos, qualquer conclusão possível demonstraria em última análise um pretexto para legitimar o completo descabimento de tal coisa. No entanto, vale ressaltar que  na pratica as coisas inúteis são, digamos, inúteis, mas tem capacidade de promover a base ou "inspiração" para que outras coisas realmente importantes sejam desenvolvidas. Isso é ótimo.
Não obstante, existem diversos caminhos para criarmos coisas incríveis, por isso, guardar as ideias inúteis no fundo de uma gaveta por todo o sempre seria ideal, ou ao menos pouparia de causar, o que é bem mais comum, do que inspirar coisas importantes, vergonha alheia.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Chegada

Chega. Está muito cansado. Acorda num susto e começa o dia com suas atividades básicas rotineiras como preparar o café, escovar os dentes e vestir roupa. Na rua as coisas são imprevisíveis e por isso estar preparado com antecedência é importante. Parece coisa feita, para em todos os sinais, outros andam em sua frente como sem destino, como se apreciassem a paisagem, como quem quisessem o fazer sangrar até morrer de angústia, aos poucos e lentamente, como a velocidade que transitam. E para em outro semáforo. Toma um fôlego ligeiro para avançar algumas faixas. Os poucos metros não fazem diferença comparado a distância ainda a percorrer. Inspira profundamente e se acalma, lembra que é só mais um caminho lento a percorrer, só mais um dia que começa e só mais um de tantos que já foram e outros tantos que virão. Uma buzina o desperta dessa calmaria, uma irritação ressurge formigando da ponta dos dedos dos pés e sobe queimando as veias, irradiando por todo o corpo.
Chega. Está completamente arrasado. O seu dia seguirá, é claro, como todos os dias vêm e vão, sentindo todo o peso do mundo em seus ombros, o ser, estar e o parecer ser e estar, e tudo aquilo que o acumulou ao longo desta lenta jornada a caminho da chegada-fim que todos por imposição de sua condição humana estão fadados a alcançar.
Chega. Está certo de uma coisa, e apenas esta coisa é certa: ele uma hora vai chegar lá, seja onde, quando e como for.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Apreciação

Gostar de apreciar o abstrato. Refletir, admirar, procurar compreende-lo. Para a vida, no sentido de vida vivida, no viver, precisar de coisas palpáveis de fato, tato e toque & calor. Entender, ter consciência e ter a compreensão do que acontece e não apenas a busca pela busca. Não saber lidar com desafios sem ter clareza das coisas pelas quais está se arriscando. Um risco calculado, talvez. No fundo só não querer navegar à deriva e depois perceber que foi em vão (embora aconteça com mais frequência do que se gostaria de admitir). Acreditar que, para tanto, possuir algo minimamente concreto (para fazer uso do termo que permita um entendimento telegráfico) é a base para se aventurar e desfrutar do melhor que o acaso proporciona na vida. Não saber viver apenas apreciando o belo, o encantador, o poético, sem vivê-lo de forma real (concreta), ainda que as incertezas e o caos (muitas vezes) sejam as ondas que conduzem o ritmo dessa jornada.