Algo acontece comigo no mês mais longo do ano. Venho aqui, vou ali e o que vejo é assustador: o anuncio do que viria a seguir.
Talvez uma explicação mística ou cósmica satisfaça os mais imediatistas, é uma resposta fácil. Prefiro sempre uma leitura crítica, a complexidade e a dúvida. Até porque a vida se desenrola com grande inevitabilidade. Não prevê, mas pressente.
Se não nota a variação das ondas, o mar pode te engolir. Nesse hiato, fui levado para as profundezas do oceano. Um lugar escuro e sem oxigênio. Coloco fim no silêncio, após um ano, para que seja o anuncio do que virá a seguir. Já que não vejo o que está por vir, mas sinto o que estou prestes a alcançar.
Respiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário