quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Travessia
Fico observando o passado tentando decifrar o que ele tem a me dizer. Parece um exercício inútil. O que está aparente é apenas um sintoma do que veio a acontecer a seguir. Assim nada contribui para uma compreensão e aprendizado. O presente continua incerto e o futuro um mistério. A voz que deixei ecoada no passado com coisas a me ensinar sobre mim mesmo, já não tem efeito diante da inevitabilidade que as forças do acaso forjam na jornada da vida. Navegando no incerto, atravessando esse longo inverno.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Um ano de silêncio
Algo acontece comigo no mês mais longo do ano. Venho aqui, vou ali e o que vejo é assustador: o anuncio do que viria a seguir.
Talvez uma explicação mística ou cósmica satisfaça os mais imediatistas, é uma resposta fácil. Prefiro sempre uma leitura crítica, a complexidade e a dúvida. Até porque a vida se desenrola com grande inevitabilidade. Não prevê, mas pressente.
Se não nota a variação das ondas, o mar pode te engolir. Nesse hiato, fui levado para as profundezas do oceano. Um lugar escuro e sem oxigênio. Coloco fim no silêncio, após um ano, para que seja o anuncio do que virá a seguir. Já que não vejo o que está por vir, mas sinto o que estou prestes a alcançar.
Respiro.
Talvez uma explicação mística ou cósmica satisfaça os mais imediatistas, é uma resposta fácil. Prefiro sempre uma leitura crítica, a complexidade e a dúvida. Até porque a vida se desenrola com grande inevitabilidade. Não prevê, mas pressente.
Se não nota a variação das ondas, o mar pode te engolir. Nesse hiato, fui levado para as profundezas do oceano. Um lugar escuro e sem oxigênio. Coloco fim no silêncio, após um ano, para que seja o anuncio do que virá a seguir. Já que não vejo o que está por vir, mas sinto o que estou prestes a alcançar.
Respiro.
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